“Quando entrei em meu quarto, lá estava você, sentado em minha cama segurando um cartaz enorme. Mandou que eu lesse cada quadrinho do cartaz. O primeiro quadrinho, dizia que você tinha outra, logo que li olhei para você, e você mandou eu continuar. O segundo quadrinho, era um de meus textos. O terceiro quadrinho, era um trabalho da sua faculdade. O quarto quadrinho, falava algo sobre mim que me deixou confusa, mas então, você colocou o dedo sobre um quadradinho bem pequeno, e ali havia o desenho de um coração, você sorriu e disse: “meu coração é seu”, então li o que estava escrito e eram estas as palavras...”
Eu disse que eu não queria, mas está se tornando inevitável me apaixonar por você. Você mal se foi, e já sinto sua falta. – Sua presença é quente e pura, estar com você é sorrir da vida, é encontrar paz e esquecer do resto. Ouvir sua voz me tranqüiliza. Sentir seu cheiro me enche de paixão. Ver seu sorriso... Ah! O seu sorriso! Tocar sua pele, passar a mão em seus cabelos, te abraçar! Nossos momentos, que são só nossos, e cada um melhor que outro, quando se vão me deixam assim... Sem paz.
Estamos longe de algum acordo, e eu gosto de toda essa nossa desorganização. Nunca tive ciúmes de você, e há uns dias atrás senti um “medo estranho”. Meu coração anda acelerado, acho que ele quer sair... Minha mente anda ainda mais distraída. E esses sintomas não são bons. Eu disse que não queria, e não sei se isso que sinto agora vai durar por mais alguns dias ou por mais tempo. Mas deixa estar, que o que for pra ser, vigora.
E então você volta para sua casa, e eu fico aqui. Eu não ligarei para você, você não ligará para mim. Iremos conversar de vez em quando, falar que estamos com saudades. E tudo voltará ao normal. – Eu ficarei com vontade de mandar mensagem às vezes, mas como sempre, não irei mandar. Vou escrever de você, e apagar, ou simplesmente guardar no Pen Drive... Mas não irei postar. – Então, logo você voltará, eu escreverei um texto novo, postarei. Você irá embora novamente. E, voltará ao normal, outra vez. E isso não é ruim.
Porque as coisas entre nós são realmente abstratas. Eu não sei o que você sente, você não sabe realmente o que eu sinto. Mas nossos momentos falam por nós. Não tem prazo de duração, nem aviso que vai durar... Simplesmente acontece. Não existem pessoas a favor, nem pessoas contra – a gente segue as nossas vontades. Sempre um de nós será o sensato, e o outro o louco, e depois as coisas se invertem. Sempre vai ter algo a comentar, e coisas a serem deixadas no silêncio... De um olhar, ou de um beijo.
Isso se chama afinidade, e ela existe mesmo longe. Porque você estará aí, e eu ficarei aqui, imaginando. – Como o brilho das estrelas. – E eu não queria, mas está se tornando inevitável. Só não esqueça de voltar, porque eu não esquecerei de esperar.